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Crédito de Carbono promove sustentabilidade

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Crédito de Carbono promove sustentabilidade

Unidade de Caieiras - Foto: Marcus Morais

Por Renata Medeiros

Para entender melhor o que seria o crédito de carbono vamos lidar como se ele fosse uma nova moeda, o CER. Mas para isso precisamos entender como o Protocolo de Kyoto entra nessa história.

Em 1997, os países desenvolvidos e responsáveis por 80% da poluição mundial assinaram um acordo de comprometimento em reduzir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) entre os anos de 2002 a 2012. Esse acordo é o tão famoso: Protocolo de Kyoto. Essa diminuição poderia colocar em risco a economia de alguns países desenvolvidos, então para isso criou-se um sistema chamado de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Com esse sistema, os países desenvolvidos podem investir em projetos que diminuam as emissões em qualquer outro lugar para fazer uma compensação ambiental. Resumindo essas empresas não conseguem cobrir a cota permitida de GEE então elas compram créditos de carbono excedentes com o objetivo de receber um ‘desconto’ sobre a multa, com isso ela cria corporações mais sustentáveis.

Na unidade de Caieiras, por exemplo, venderam-se dois milhões e 820 mil toneladas de créditos de carbono (CER) para uma empresa no exterior. Esses carbonos devem ser entregues até 2012. “Até esse começo de ano conseguimos reduzir a emissão de aproximadamente 72 mil toneladas de metano”, diz Fernando Freitas, coordenador técnico operacional de biogás em Caieiras.

Para cada tonelada de metano que deixou de ser emitido ela ganha 21 CER, isso sem considerar o desconto da linha de base que gira em torno de 20%. Eles podem ser negociados diretamente com as empresas ou por meio da bolsa de valores. Porém, os países só podem usar esses créditos para suprir apenas uma pequena parte das metas.

 

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